Pode até parecer bobinho e uma receita já demasiadamente usada, mas, os atores principais são magnéticos, você ri, chora, torce para que tudo acabe bem… mas isso você só vai saber se assistir.           Ele te ensina a que o melhor modo de viver é se aceitando e que temos que conviver com quem nos aceite e escolhemos.

O fato é que este filme baseia a sua única originalidade no pressuposto (ele próprio já um pouco preconceituoso) de que uma mulher bela e de estatura comum dificilmente se apaixonaria por um anão. O nanismo não é tratado de maneira natural, muito pelo contrário. Toda a direção é pensada de maneira a ressaltar a diferença de tamanho entre os dois, como na cena em que almoçam juntos, e o enquadramento compara-os lado a lado, sentados em cadeiras iguais – os pés dela firmes no chão, os dele balançando no ar.

Quando León vai tropeçar em alguém na rua, uma musiquinha antecipa alegremente o fato; quando ele fica preso no alto de um móvel da cozinha, a montagem faz a cena durar uma eternidade, aparentemente para deixar o público rir à vontade, resenha de adorocinema.

Lançado no Brasil em 19 de junho de 2014,filme argentino, dirigido por Emilio Kauderer, com Guillermo Francella, Julieta Diaz e grande elenco.