Orgulhem-se cinquentonas! Nós somos as novas “mulheres de trinta”, as balzaquianas.

Chegamos aos 50anos com a saúde ok e a cabeça ótima. Muitas de nós já estão vendo os filhos irem cuidar da própria vida, e, claro, agora chegou a nossa vez.     

Paramos e de uma maneira bem simplista, ainda que seja através de listas, anotamos o que já conquistamos, o que ainda fazemos mas não gostaríamos mais de fazer e, o mais importante ainda, o que ainda queremos fazer.

Quanto ao que já fizemos ok. Aquilo que fazemos e somos obrigadas, pesamos se realmente não há outro jeito de resolver.

Fazemos porquê precisamos ou se caiu na rotina e nem sabemos mais porquê fazemos ?. Ah tá, riscamos, uma coisa a menos.

Agora a parte legal.

O que sempre quis fazer e ainda não fiz, besteira pra uns, importante pra mim, por que o que importa hoje é a minha felicidade, e, ela se encontra muitas vezes em pequenas coisas.

Para nos auxiliar nesse caminho, duas dicas de leitura, “A coragem de ser imperfeito”, de Brené Brown, editora Sextante, é um livro para desestabilizar e percebemos “hábitos” infelizes que roubam nosso tempo, nossa felicidade, aceitando que sim erramos, fazemos besteira, somos passadas para trás, mas lembre-se a coragem está em se aceitar e experimentar a riqueza das incertezas, dos riscos e todos aqueles medos.

“ Afiadas : as mulheres que fizeram da opinião uma arte, Michelle Dean”, editora Todavia.        A autora é colaboradora das revistas New Yorker, Nation, New York Times Magazine, entre outras publicações. É um espelho de como essas mulheres maravilhosas, intelectuais se formaram não por que nasceram “inteligentes” mas porquê se arriscaram, caíram, levantaram, usaram seus defeitos como trunfo. Suas ideias ainda que rejeitadas, mudaram o de país onde viveram.  Dando-nos sempre certeza de que sim, estamos no caminho, não é fácil lógico, mas conquistar é simplesmente indescritível.