MULHERES QUESTIONADORAS E PIONEIRAS

MULHERES QUESTIONADORAS E PIONEIRAS

No dia 08 de março é comemorado o dia internacional da mulher, mas, como só um dia não é suficiente para tratar das questões inerentes ao gênero, durante todo o mês, traremos sugestões de livros e apresentaremos mulheres importantes. São jornalistas, escritoras, ativistas, dentre outras profissões importantes no debate e na leitura da importância da mulher no mundo de hoje.

A primeira escolhida do mês é Rebecca Solnit, estadunidense, nascida em 24 de junho de 1961, colaboradora da revista Harper´s Magazine.

Seu magnífico livro “ Os homens explicam tudo para mim”, é um livro de contos, onde cada um disseca o comportamento de alguns homens que dão explicações às mulheres sobre coisas que elas já sabem.          O livro trata do silencio e do silenciamento das diversas formas de violência que acometem as mulheres por conta do machismo, social e educacional.

Discorre sobre diversos temas e episódios conecta agressões que parecem menores, como um homem subestimando uma mulher em um evento social. Os ensaios de Solnit explicitam “o contínuo que se estende de um pequeno incidente social desagradável até o silenciamento violento e a morte violenta” de mulheres, nas palavras dela mesma. 


Rebecca Solnit

Nossas sugestões citam, alternativamente, uma autora estrangeira e uma nacional, a representante nacional da semana é Maria Valéria Rezende, nascida em Santos/SP, permaneceu na cidade até seus 18 anos. Em 1965, entrou para a Congregação de Nossa Senhora, Cônegas de Santo Agostinho, e passou a se dedicar à educação popular, primeiro na periferia de São Paulo e, a partir de 1972, no Nordeste, vivendo em Pernambuco e depois na Paraíba, até 1986 e, desde então em João Pessoa, onde está até hoje.

Seu primeiro livro, Vasto Mundo, foi publicado apenas em 2001, seguido por Voo da guará vermelha, Modo de apanhar pássaros, entre outros. Venceu em 2014, o prêmio Jabuti de Melhor Livro do Ano com o romance Quarenta dias, publicado pelo selo Alfaguara. Seu livro mais recente, Outros cantos, recebeu o Jabuti de Melhor Romance em 2015 e o prêmio Casa de Las Americas.


Maria Valéria Rezende

Toni Morrison, nasceu em Lorain em 18 de fevereiro de 1931, escritora, editora e professora estadunidense, recebeu o Nobel de Literatura em 1993, por seus romances fortes e pungentes, que relatam as experiências de mulheres negras nos Estados Unidos durante os séculos XIX e XX. Amada ou Beloved, é o primeiro romance de uma trilogia que inclui Jazz ( 1992) e Paraíso ( 1997), ganhou o premio Pulitzer de Melhor Ficção e foi escolhido pelo jornal americano The New York Times, como “ a melhor obra de ficção americana dos últimos 25 anos” . Os romances de Toni Morrison normalmente mostram mulheres negras com personalidades fortes e histórias de vida marcantes, mas a autora não se considera feminista, apesar dos críticos a chamarem de representante do feminino pós-moderno.


Toni Morrison

Heloísa Seixas, escritora, jornalista e tradutora, nasceu no Rio de Janeiro, em 1952, e trabalhou no jornal ‘O Globo’ e na assessoria de imprensa da ONU. Mulher do escritor Ruy Castro, Heloísa estreou na Literatura com o livro de contos ‘Ponte de Vênus: histórias do amor assombrado’. Já seu primeiro romance foi lançado, em 1996, pela editora Record. Entre as obras da autora estão ‘Contos mínimos’, ‘Através do vidro’ e ‘Oitavo selo’. Heloísa escreveu na coluna ‘Contos mínimos’ no Jornal do Brasil por oito anos.


Heloísa Seixas

Joyce Carol Oates, também conhecida pelas suas iniciais “JCO”, nasceu em 16 de junho de 1938 em Lockport, Nova Iorque. É autora de algumas das obras de literatura mais significativas da atualidade. Agraciada com os prêmios norte-americanos National Nook Award e o The Pen/Malamud Award for Excellence in Shoort Fiction, é membro da Academia Americana de Artes e Letras e titular de cátedra na Universidade de Princeton, Nova Jersey, onde leciona desde 1978.     Publicou seu primeiro livro em 1963 e desde então mais de quarenta livros, entre eles novelas e peças de teatro, e muitos volumes de pequenos contos, poesia e ensaio não ficcional. Foi muito premiada pela sua novela them 1969, dois prêmios O Henry e um National Humanities Medal. As suas obras de ficção Black Water 1992, What I lived for 1994, e Blonde 2000, foram nomeadas para o prêmio Pulitzer.

Oates é professora na Princeton University desde 1978 e é presentemente a docente número 52 da cátedra Roger S Berlind em humanidades, no programa de escrita criativa.


Joyce Carol Oates

Joan Didion, nasceu na cidade de Sacramento em 05 de dezembro de 1934, é escritora, jornalista, ensaísta e romancista, colabora no The New York Review of books e na revista New Yorker. Se formou pela Universidade de Berkeley em 1956, escreveu nove romances e oito livros de não-ficção. Suas coleções de ensaios Slouching Towards Bethlehem, 1968 e The White álbum 1979, tornou-a famosa por ser uma observadora da política americana que usava uma distinta técnica de reportagem unindo reflexões pessoais e analises sociais.

Seu livro mais famoso O ano do pensamento mágico, publicado em 04 de outubro de 2005 nos EUA e em 2006 no Brasil, trata do ano seguinte ao da morte de seu marido, enquanto o  qual sua filha, Quintana, passava por um grave estado de saúde. Ganhou o National Book Award na categoria não-ficção. Pouco tempo após a publicação desta obra, sua filha com então 39 anos também falece, levando a escrever sua próxima obra: ‘ Noites Azuis”.

Em 20 de outubro de 2017 foi lançado o documentário Joan Didion: The Center Will Not Hold sobre a sua vida, o diretor foi seu sobrinho Griffin Dunne.


Joan Didion